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Gestação e pós-parto: as emoções também precisam de cuidado

Medo, cansaço, tristeza e culpa podem aparecer nessa fase. Falar sobre isso é parte do cuidado com a mãe e com o bebê.

9 de setembro de 2026 · Giovana Privatte Tangerino

A chegada de um bebê costuma ser contada como um momento só de alegria. Na prática, a gestação e o pós-parto trazem também medo, insegurança, cansaço e mudanças profundas no corpo, na rotina e nas relações. Sentir isso não significa amar menos o seu filho.

O que a psicologia perinatal acompanha

  • O desejo de engravidar e as tentativas que demoram.
  • A ansiedade durante a gestação e o medo do parto.
  • Partos difíceis e experiências que deixaram marcas.
  • O puerpério: tristeza, irritação, sensação de não dar conta.
  • Perdas gestacionais e neonatais.
  • As mudanças no casal, na sexualidade e na identidade.

Quando buscar ajuda

Se a tristeza, a ansiedade ou o desânimo duram mais de duas semanas, atrapalham o dia a dia ou deixam você distante do bebê e de quem está por perto, vale buscar acompanhamento. Pedir ajuda é um gesto de cuidado, e não de fraqueza.

O atendimento pode ser presencial ou online, o que facilita para quem está com um recém-nascido em casa.

Em situação de crise ou com pensamentos de se machucar, ligue para o CVV no número 188 (gratuito, 24 horas) ou procure o pronto-socorro mais próximo.

Giovana Privatte Tangerino

Psicóloga · CRP 06/160155

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